Homem simples, ele se foi

 |  quarta, 26 agosto 2015 00:00

 

 

O dia começou um pouco mais triste para todos nós que vivemos o futebol. Faleceu na noite de ontem, Nélson Peixoto Feijó, patriarca da família Feijó.

 

Nelson era o pai de João Feijó, dirigente do Corinthians Alagoano e de Gustavo Feijó, ex-presidente da FAF e atual vice-presidente da CBF. Nelsinho e Rosa também são seus filhos.

 

João Feijó resolveu homenagear seu pai dando a ele em vida, o nome do seu grande patrimônio construído com o futebol: o Estádio Nelson Peixoto Feijó.

 

O padrão social da família não mudou o jeito do Senhor Nelson. Homem simples, tímido, fala mansa e sem gostar de aparecer, ele era presença frequente no Estádio assistindo os jogos do Corinthians no “seu” estádio. Chinelinho nos pés, passos mais lentos e um sorriso no rosto eram suas marcas.

 

Seu Nelson deixará saudades aos que com ele conviveram. Mas ficará eternizado na memória de cada um de nós pela simplicidade, pela paciência e por ter emprestado seu nome para um dos mais importantes palcos no esporte alagoano.

 

 

Descanse em paz, Seu Nelson.

Considerações sobre a eleição do sindicato de arbitragem

 |  sexta, 26 junho 2015 00:00

Não sou especialista em arbitragem, mas como jornalista esportivo, convivo, observo, tomo conhecimento de situações de bastidores. Francisco Carlos do Nascimento é o novo presidente do Sindicato dos Árbitros pelos próximos três anos.

 

A eleição foi apertada com apenas dois votos de diferença entre a chapa vencedora e a chapa derrotada que foi encabeçada por Silvio Acioli. O resultado além de expor uma vantagem mínima, mostra que a arbitragem alagoana está dividida, fato que mesmo sem ser especialista em arbitragem, já havia sido detectado por qualquer um que milita no meio esportivo.

 

Existe uma resistência de um grupo de árbitros e assistentes ao comando da Comissão Estadual de Arbitragem (CEAF-AL), presidida por Hércules Martins. No meu modo de observar, existe um erro de avaliação, onde o assunto central da disputa pelo sindicato estava relacionado a quem seria do lado de Hércules e quem seria contra Hércules. O cerne da questão precisa ser a arbitragem e não o comando da CEAF ou aspectos politicos.

 

Os árbitros alagoanos, sejam os que venceram o pleito ou os que foram derrotados, precisam de pautas que fortaleçam a categoria e não de discussões dos que seriam apadrinhados ou não pela comissão de arbitragem, mesmo entendendo, que esta pauta, circula nos corredores da arbitragem desde que Hércules comanda a CEAF.

 

Se é verdade que Chicão assumirá uma categoria dividida, também é verdade que Charles Hebert, o antigo presidente, não conseguiu unir a categoria pois o assunto de grupos dentro do segmento já é um assunto antigo.

 

Francisco Carlos será presidente do sindicato e, portanto, caberá a ele, cobrar, defender e trabalhar para atender a todos, inclusive, os que não entenderam que seu nome seria o melhor para presidir o sindicato. Para o grupo derrotado, armar-se depois da batalha e continuar entrincheirado não parece ser a estratégia correta, até porque, ela foi derrotada na disputa democrática. Com a força de uma oposição que cresceu de forma legitima, será necessário cobrar do novo presidente ações que tragam o desenvolvimento da arbitragem.

 

Mostrar um desagrado com o comando da CEAF não pode, nem deve, prejudicar a luta pela arbitragem alagoana. Uma arbitragem unida, forte e com objetivos comuns lutaria com mais força por qualquer que fosse a reivindicação.  

 

Não me cabe defender o grupo de Chicão ou o grupo de Silvio Acioli, porque o grupo “bom” ou “ruim”, de “situação” ou de “oposição” é uma avaliação pessoal, uma preferência de cada um e que pode estar “certa” ou “errada”. Além disto interferir no assunto seria algo semelhante a aceitar que os árbitros debatessem ou interferissem no que faz a Associação dos Cronistas Desportivos, por exemplo.  Lembro que não existe “o dono da verdade”, pois o que pode ser bom para mim, pode não ser bom para outro e vice-versa.

 

Como membro da imprensa e cronista esportivo, Vou cobrar de Francisco Carlos que os árbitros estejam mais qualificados, que árbitros e assistentes estejam em condições físicas de atuarem, que exista uma igualdade para todos os membros, que os equipamentos que auxiliam a arbitragem, como as bandeiras eletrônicas , voltem a figurar nos campos alagoanos, que a arbitragem local possa ser fortalecida no cenário local e nacional, que reinvindicações do segmento possam ser atendidas no arbitral, que os árbitros sejam respeitados por dirigentes que vira e mexe fazem acusações públicas ou apenas de bastidores sobre coisas escabrosas, sujam o nome e a carreira de árbitros que levam anos para construir uma carreira e depois vem seus nomes jogados ao vento por situações que nunca foram comprovadas.

 

Por fim, quem já dirigiu, comandou, liderou ou presidiu algo ou uma categoria, sempre é e, será questionado. Charles sai, entra Francisco e as divergências continuarão porque elas estão enraizadas na forma de agir e na ideia das pessoas. E isso não será resolvido com votos, com um nome ou com outro que comande o processo. Isto somente será resolvido com a mudança de postura de todos, absolutamente, todos que fazem a arbitragem alagoana.

Proibição da Comando: apesar das pressões, Justiça e FAF seguem firmes

 |  domingo, 21 junho 2015 00:00

Já expressei em diversos posts minha opinião sobre o comportamento das torcidas organizadas. Isso, a opinião sobre as organizadas sempre é em relação ao comportamento.

 

Conheço integrantes da direção da comando alvirrubro, sei do envolvimento, da paixão pelo CRB, sei que segue em curso uma tentativa de mudar a imagem da torcida, sei que projetos sociais são desenvolvidos, mas infelizmente, as ações de alguns integrantes mancham a torcida e seus objetivos.

 

As pessoas que já viveram o terror – que eu também já vivi – de presenciar confusões, arrastões, brigas nos ônibus, agressões e ameaças, estão vibrando com a ausência da comando – e, também da Mancha Azul – dos nossos estádios.

 

Sob a justificativa de apoiar o CRB, o clamor, a pressão e até o apelo para que a comando volte a frequentar as arquibancadas não é válido. É preciso mudar a atitude, respeitar as famílias, deixar de usar drogas nas arquibancadas, utilizar o fator de estar em grupo para liberar atitudes bestiais como apedrejar ônibus, fazer arrastões, agredir pessoas que torcem por outras equipes, causar confusão com outras torcidas, depredar patrimônio público ou particular.

 

Enquanto não pararmos para discutir seriamente o assunto, enquanto os dirigentes não forem responsabilizados, inclusive financeiramente por danos provocados por membros da torcida, enquanto não tivermos a quebra do apoio e do financiamento da direção dos clubes as organizadas, enquanto a mentalidade de violência não mudar, enquanto não tivermos um cadastro sério e punições da justiça exemplares para os baderneiros, enquanto o quadro da torcida não for limpo com a retirada de alguns marginais, o futebol estará vencendo com a proibição das organizadas nos estádios.

 

Espero que a proibição seja mantida até que este cenário seja modificado e possamos pensar em um comportamento condizente com o amor pelo CRB. Alguns membros tem como mais importante a comando que o próprio clube e isso é uma distorção.

 

A Justiça e a Federação Alagoana de Futebol tem o apoio do torcedor comum e da sociedade que se sente mais à vontade nos estádios e mais seguro na cidade quando os vândalos não estão descontando suas frustrações ou suas explosões de agressividade contra qualquer um que seja visto como inimigo. Que assim siga até que tudo mude. A proibição segue como uma grande vitória de todos, menos daqueles que estão proibidos.

História repetida, erros repetidos. O resultado será o mesmo?

 |  terça, 09 junho 2015 00:00

É com tristeza que nesta 2ª feira revi um filme acontecido em 2012. Não estou triste pela saída do técnico Alexandre Barroso ou pela contratação do técnico Mazola Júnior, a tristeza vem pelo mecanismo com que as coisas acontecem. Pressões, interesses vindos de fora do clube e situações que ao invés de ajudar, prejudicam o CRB.

 

Voltei ao ano de 2012 principalmente após ouvir a entrevista – normalmente, virulenta – do dirigente Ednilton Lins. Na fala do dirigente do CRB, o ex-técnico Alexandre Barroso era “muito educado” e existem jogadores que estão a muito tempo no CRB e que se “acham donos do clube”.

 

Lins queria dizer que faltou comando ao técnico do CRB. Pressupondo que realmente foi isso que aconteceu, repete-se algo que ocorreu em 2012 – ano que o CRB foi rebaixado – e , que vitimou Roberto Fonseca.

 

Ao final da temporada, o presidente Marcos Barbosa me concedeu entrevista afirmando que o seu departamento de futebol, formado também por Alarcon Pacheco e pelo próprio Ednilon Lins, havia evitado passar a real situação do clube em virtude de Marcos Barbosa – na época – estar em campanha eleitoral. O presidente também se referiu na entrevista que situações como aquela, não iria mais acontecer no clube e que alguns jogadores, não jogariam mais no CRB.

 

Me causou surpresa ouvir de Ednilton Lins as duas afirmativas relativas ao ex-técnico Alexandre Barroso e ao grupo de jogadores. Se este foi realmente o motivo da “sacudida” dada nesta segunda-feira, que Barroso havia perdido o comando e que o time precisava de um profissional com perfil mais “duro”, está mais uma vez escancarada a falha do departamento de futebol.

 

E elenco vários os motivos para justificar esta falha. Primeiro deixar claro que as contratações desta temporada, as permanências dos jogadores de uma temporada para outra e até mesmo os reforços contratados para a Série B, são todos responsabilidade da direção e, principalmente do departamento de futebol. Primeiro bingo.

 

Segundo é inadmissível que um técnico seja contratado, passe quase 80 dias trabalhando e não se conheça detalhes do perfil do treinador. Se Barroso é mole, não tem pulso, não cobra com contundência, ele é assim desde a sua chegada. E com isso, o departamento de futebol, o clube e a presidência contrataram um profissional com um perfil que iria apresentar em algum momento, este tipo de problema. Digo isso porque hoje todo mundo que lhe dá com o futebol conhece as características de todo mundo e quando Barroso chegou, em nenhum momento, em nenhuma entrevista, isto foi citado. Bingo dois.

 

Terceiro – e mais preocupante – é que se tudo o que foi dito é verdade, como é que um treinador vai perdendo o grupo, deixando que um grupo de atletas “tome conta” e não respeite o comando e o departamento de futebol, principal responsável por gerenciar o dia a dia do grupo, não perceba ou não tome a atitude devida com passos bem definidos: identificar a perda do grupo, diagnosticar os causadores desta situação, prestigiar o técnico e punir exemplarmente aqueles que avacalharam o trabalho? Se isto não aconteceu, não houve identificação, me desculpem, mas os culpados são as pessoas do futebol – repito, baseio tudo que estou questionando, na fala do dirigente Ednilton Lins, em entrevista coletiva a imprensa esportiva na tarde de ontem.

 

Mas chego a entender com clareza que a atitude de mudar o técnico e jogar fora um projeto de uma competição de 38 jogos, após o sexto jogo, é a maneira mais simples de isentar-se de responsabilidades que claramente estão nas mãos dos que dirigem.

 

Barroso não é o melhor treinador do mundo. Cometeu erros e posso ter questionamentos sobre suas escolhas, convicções e maneira de trabalhar, mas ao longo destes 79 dias, observei neste profissional uma conduta séria, um respeito para com todos, digo imprensa, elenco, direção, instituição, torcedores. Mas Barroso desagradou setores externos, com interesses diversos e que entende contribuir com o clube, quando na verdade, enterra a instituição CRB com atitudes pequenas.

 

Lamentar que o clube alagoano na Série B possa retomar um caminho que em 2012 causou muitos estragos, inclusive com um dolorido rebaixamento. Torcer para que a continuidade do projeto possa ter um rumo diferente.

 

Ainda veremos a saída de jogadores serem relacionadas por nós da imprensa e principalmente pelos torcedores, como jogadores que serão carimbados como o grupo que causou a saída do técnico. Caso contrário, o CRB manterá em seu elenco, jogadores com este tipo de postura – dita pelo dirigente regatiano – e que mais a frente poderá escolher outro cristo para ser sacrificado.

 

 

Torcer para que um trecho do hino do CRB, que retrata a grandeza deste clube – Ao remo pois nosso norte traçado de glórias está – não seja trocado e mostre que o norte do clube ao invés de vitória está traçado para mais um afundamento do barco a partir da falta de atitude dos que deveriam comandá-lo.

Verdades reveladas ou mentiras ditas?

 |  domingo, 10 maio 2015 00:00

 

 

O meia Morais foi a mais nova vítima do fenômeno chamado redes sociais. Morais deixou o CRB em silêncio. Não se despediu. Não teve uma justificativa dada. Até mesmo a informação do desligamento do jogador aconteceu no final do expediente na noite de sexta-feira após ter saído a relação dos jogadores que enfrentariam o Bragantino.

 

Todos, CRB e jogador, optaram pela descrição. Mas coube a algum “amigo”, a revelação de uma conversa do meia Morais com outras pessoas, onde o jogador revela não ter proposta e justificando sua saída por estar “de saco cheio”, que os “treinos com a base eram fracos” e que não iria esperar “definhar no banco”. Ele também reclama de “passar mais cinco jogos no banco” e até mesmo do risco de “se machucar novamente”.

 

Não vou julgar a atitude do jogador, pois cada um sabe onde o sapato aperta e o que sente. Morais é um caso atípico de um grande jogador surgido e que se perdeu ao longo da carreira em função de uma sequência de contusões e de problemas que envolvem situações familiares e desmotivações. Quando estive em Salvador para transmitir Bahia x CRB pela Copa do Nordeste, os colegas de imprensa soteropolitana gozavam a presença do jogador no CRB e previam prazo para que o jogador alegasse problemas pessoais para deixar o CRB.

 

Quando tive a informação do seu desligamento,  torci muito para que o motivo fosse qualquer outro que não fosse “problemas pessoais”.  Morais disse via WhatsApp verdades que ele não revelaria em condições normais ou mentiras para justificar mais um fracasso em deixar uma equipe?

 

Esta pergunta só o próprio Morais poderá dizer. Durante o período que convivi com o jogador no dia-a-dia do CRB sempre mostrou-se educado, direto e sincero. Era uma aposta da direção para ser referência do time. Mas também é preciso dizer – e-, eu particularmente disse, que Morais era uma aposta da direção em recupera-lo, que nas últimas equipes ele não foi bem e era uma contratação de risco. A direção apostou, pagou para ver e viu o resultado.

 

 O aspecto que preocupa mais do que as declarações de Morais são declarações do seu irmão. Nelas estão contidas falas com insinuações perigosas e que envolvem o presidente Marcos Barbosa e o técnico Alexandre Barroso. Em relação ao mandatário regatiano é dito que o presidente teria solicitado as escalações de Morais e Zé Carlos ao treinador. Já o técnico é acusado de bancar o atacante João Henrique e jogadores que ele havia indicado.

 

Não há – nem vejo – necessidade de estabelecer-se uma crise ou uma dificuldade de relação entre jogadores, direção e o técnico Barroso. O técnico do CRB é duro nas suas cobranças, tem um nível de exigência forte com seus comandados, mas é muito transparente com todos eles, segundo afirmações de alguns jogadores e do próprio técnico.

 

 

Portanto, o CRB vive um momento de ruído completamente contornável em virtude de ser uma situação isolada. Será bastante salutar que assim como fez o técnico Alexandre Barroso, o presidente Marcos Barbosa possa encerrar qualquer possibilidade do assunto ganhar corpo e tocar o barco para frente, pois o norte do CRB está bem distante da insatisfação do meia que já pulou do barco.

ÚNICO RESULTADO

 |  quarta, 18 fevereiro 2015 00:00

Pensando em classificação para a próxima fase da Copa do Nordeste, o CRB só tem um resultado no jogo de amanhã contra o Campinense: vitória.

 

O time trouxe para si uma pressão pelo discurso otimista do presidente Marcos Barbosa. Ele afirmou que o time montado busca chegar a decisão da competição. Nos dois primeiros confrontos, o CRB pontuou, obtendo dois empates, mas ainda não venceu.

 

Mesmo sem ter vencido, o CRB está na segunda colocação do grupo e entre os três melhores segundos colocados. O time regatiano somente é superado por River (PI) com quatro pontos e pelo Vitória (BA) por três. Até nos critérios de desempate, o CRB tem o mesmo número de pontos e gols marcados que o Sampaio Correa.

 

Portanto para pelo menos manter-se na segunda posição e com perspectivas de classificação, o CRB precisa vencer o Campinense. O que anima é o fato do time ter evoluído em relação ao que foi apresentado contra o Globo para o que mostrou contra o Bahia.

 

Agora é esperar que neste intervalo para o carnaval, o time possa ter melhorado ainda mais e, além da evolução possa conseguir a primeira vitória.

 

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