TRADIÇÃO EM QUEDA

  • sábado, 10 março 2018 00:00
CSE foi um dos rebaixados no Alagoano 2018: tradição em queda no futebol de Alagoas CSE foi um dos rebaixados no Alagoano 2018: tradição em queda no futebol de Alagoas Ailton Cruz - Gazeta de Alagoas

Futebol alagoano perde em tradição com rebaixados; Segundona poderá ter 8 equipes tradicionais

 

 

A rodada final da fase de classificação do Campeonato Alagoano definiu os rebiaxamentos de dois times muito tradicionais no futebol do Estado.

O CSE, representante de Palmeira dos Indios e o Santa Rita, representante da cidade de Boca da Mata, irão disputar a 2ª Divisão em 2019.

O tricolor de Palmeira dos Índios tem no povo da cidade uma das suas maiores forças. Apaixonados por futebol, o torcedor do CSE sempre colocou o time da cidade entre as melhores médias de públicos do alagoano. No entanto, nos últimos anos, o CSE vem patinando na 1ª Divisão e nutrindo um perigoso ‘namoro’ com a segundona. A equipe já contabiliza alguns rebaixamentos e sempre que retorna, o discurso é que buscará algo ‘maior , até mesmo falando em título. No entanto não é isto que tem acontecido. Com troca de técnicos e com a dispensa de diversos jogadores, o CSE acabou pagando o preço do pouco investimento e da pouca qualidade do elenco.

Já o Santa Rita parece que não ‘queria’ disputar o estadual. Diferente dos tempos de Corinthians Alagoano, o Santa Rita é apenas a mudança de nome fantasia -, a equipe tricolor de Boca da Mata fez um campeonato muito abaixo da qualidade que o Santa Rita sempre apresentou. O resultado foi a queda de uma equipe que já conquistou um título estadual.

A ausência de um maior envolvimento, a desmotivação com o futebol do dirigente João Feijó e a reação tímida por parte de Gustavo Feijó fez com que a equipe perdesse a vaga na elite do futebol alagoano.

Sem levar em consideração que uma equipe vai subir para a elite após a 2ª Divisão deste ano, muitos times tradicionais estão na segundona. Penedense, Ipanema, São Domingos, Sete de Setembro, Comercial e Zumbi, estão entre os times mais tradicionais.

Se o fenômeno deste ano for repetido, quando o Dimensão Saúde surpreendeu e desbancou os mais tradicionais, além dos seis citados acima, CSE e Santa Rita poderão proporcionar uma segundona  com a maioria parte dos clubes que já frequentaram a primeira divisão.

Por falar em tradição, outro time extremamente tradicional tem corrido risco ano após ano. O Murici, que também ostenta um título estadual, vem enfrentando severas dificuldades. No ano passado chegou a frequentar a zona de rebaixamento reagindo apenas na reta final para ir a semifinal. Este ano, ameaçou não disputar a competição. Mas um mutirão formado por Gustavo e João Feijó além de Rafael Tenório, presidente do CSA, asseguraram a participação da equipe representante da zona da mata.

O planejamento da FAF de diminuir a quantidade de equipes na 1ª Divisão e por consequência diminuir também o número de jogos deficitários em uma competição extremamente deficitária terá o objetivo alcançado em 2019.

Na próxima temporada, o Alagoano contará apenas com oito equipes, isto mesmo, oito equipes na disputa do Alagoano da 1ª Divisão

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