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  • quinta, 28 maio 2020 00:00
Principal palco do futebol em Alagoas, Rei PElé não deverá ter público no retorno do futebol Principal palco do futebol em Alagoas, Rei PElé não deverá ter público no retorno do futebol

Conheça o ‘plano de retomada do futebol alagoano’: detalhes, diretriz, questionamentos. Saiba tudo

 

O site esportealagoano teve acesso ao documento ‘Plano de Retomada do Futebol Alagoano”, elaborado por uma comissão multidisciplinar que busca ser a referência para o momento de possível retorno do futebol em Alagoas.

O site destrincha detalhes do documento e traz diretrizes, questionamentos e informações sobre o documento confeccionado para permear o retorno do futebol em Alagoas.

PRESSA...MUITA PRESSA

O presidente da FAF, Felipe Feijó, abraçou a ideia da confecção de um documento que trouxesse medidas para a retomada do futebol em Alagoas. Em fala com o próprio site esportealagoano, Felipe admitiu ter ‘pressa’ para elaborar este documento.

Após reunir médicos, profissionais de educação física, nutricionista e todo o staff da FAF, Felipe Feijó chegou ao documento denominado ‘ Plano de Retomada do Futebol Alagoano’. O documento é composto por 15 páginas e foi elaborado dentro de pouco mais de sete dias, entre as reuniões, on-line, diga-se de passagem, e o texto final apresentado a SESAU.

O documento deixa claro que existem critérios seguidos para o retorno do futebol em Alagoas baseados em recomendações de autoridades sanitárias.

‘a partir de uma perspectiva de retorno da competição, dentro de um cenário possível, a partir de flexibilzação das restrições, o que somente poderá ocorrer com a segura avaliação do quadro, com determinação pelas autoridades públicas competentes, tais como Governos Federal e Estadual, além das Prefeituras dos municípios envolvidos, garantindo que as atividades associadas à retomada do campeonato decorra de uma diretriz responsável e planejada, seguindo de forma rigorosa as orientações previstas e recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde de Alagoas (SESAU/AL).’

Após a autorização para o retorno, o documento propõe uma criação de comissão de médicos ‘ou de indicação de profissional da área para acompanhamento, orientação de protocolos e realização de relatórios semanais à Secretaria da Saúde de Alagoas (SESAU/AL).’ para avaliação semanal do que está sendo feito pelo clubes.

Também é proposição do documento que tenha a ‘realização de Congresso Técnico, que poderá ser presencial, se possível, ou virtual, caso necessário, com representantes da FAF, TJD, dos clubes participantes, da arbitragem, dos atletas e treinadores a fim de projetar o retorno da competição, levando-se em consideração as determinações advindas do Poder Público, em suas diversas esferas, além das decisões e detalhamentos quanto ao calendário a serem apresentados pela Confederação Brasileira de Futebol’.

 

As sugestões contidas no Plano de Retomada do Futebol Alagoano estão dispostas em três momentos distintos: apresentação e recepção dos atletas, treinamentos e retomadas dos jogos.

 

Chama atenção que o documento remete a recomendações e não obrigações para os clubes, o que poderia indicar as equipes um relaxamento em alguns itens necessários para o eficiente funcionamento das medidas.

 

Entre as medidas sugeridas pelo protocolo para a apresentação e recepção dos atletas destaca-se a ‘ampla testagem inicial em atletas, do tipo IgG/IgM, no caso de não ter apresentado sintomas nos últimos 10 (dez) dias, a fim de identificar a presença de COVID-19 em quaisquer dos envolvidos, com afastamento e tomada das providências para o caso de teste positivo.

 

Para o retorno dos treinamentos, são onze recomendações estabelecidas pelo documento de retomada do futebol.

 

I) Instituir uma dinâmica para isolamento social dos atletas e integrantes dos clubes diretamente ligados à pratica esportiva, seja em concentração fechada ou mesmo em residência, seguindo as orientações gerais de restrição, a fim de minimizar os riscos de contágio pela COVID-19; 

II) Evitar aglomerações em vestiários, concentrações, ambientes fechados e em campo (neste caso, o necessário para realização das atividades);

III) Instituição obrigatória do Departamento de Saúde nos clubes, seja por meio de departamento médico já existente, com a contratação de profissional médico ou indicação de medico responsável, especialmente, neste último caso, na hipótese de existir convêncio e/ou parceria entre o clube e a administração pública municipal;

IV) Monitorar previamente os atletas e membros das comissões técnicas, quanto a eventuais sintomas associados à COVID-19, orientando àqueles que apresentem quadro sintomático para que não compareçam aos locais de treinos, observem eventual progressão e procurem unidade de saúde, se for o caso;

V) Padronizar ferramenta de triagem, inclusive com aplicação de Questionário de Autorrelato, conforme anexo, com acompanhamento de profissional da área médica e supervisão do responsável pelo Departamento de Saúde do clube;

VI) Aplicação do Protocolo de Avaliação Periódica, com a remessa dos dados colhidos;

VII) Monitorar todos que compareçam aos locais de treinamentos, com aferição da temperatura corporal;

VIII) Treinamentos devem ocorrer, inicialmente, com grupos isolados de jogadores, sem que se misture os grupos, com separação do campo em quadrantes;

IX) Permitir o acesso e permanência aos locais de treinamentos somente das pessoas estritamente necessárias para as atividades daquele momento;

X) Quando necessário, refazer o teste em jogadores e membros das comissões técnicas, com quadro que indique suspeita de contágio;

XI) Cada atleta deve ter sua garrafa de água ou utilização de embalagens descartáveis.

 

 

O retorno aos jogos também reúne uma série de recomendações para os envolvidos na partida. Uma das principais preocupações é evitar o contato entre os jogadores antes das partidas, seja em preleções, na chegada aos vestiários ou até mesmo na subida para o campo de jogo. O protocolo  de entrada em campo será desconsiderado neste momento de retorno do futebol.

 

Também são onze itens recomendados no documento:

 

 

I) Primeiras partidas realizadas, caso necessári, com portões fechados, com liberação de acesso restrita ao quantitativo de pessoas e setores dos estádios a serem utilizados; tudo a depender do momento; 

II) Manutenção das medidas sugerida no item anterior, sempre que necessário;

III) Nas viagens, as delegações devem ser compostas pelo menor números de pessoas possível;

IV) Ônibus e alojamentos devem ser sempre desinfectados, com as sustâncias sugeridas pelas autoridades sanitárias;

V) Evitar agrupamento de pessoas, quando desnecessário;

VI) Preleção e pós-jogo serem realizados, preferencialmente, dentro do campo, com espaçamento entre o staff e jogadores;

VII) Entrevistas serão vetadas e, posteriormente, caso liberadas, conforme o quadro do momento, devem ocorrer sem aproximação, adotando-se protocolo do atleta e treinador segurarem o microfone;

VIII) Cada atleta deve ter sua garrafa de água ou utilização de embalagens descartáveis;

IX) Havendo liberação de público, o clube mandante deverá disponibilizar a venda antecipada de ingressos, evitando-se a aglomeração de torcedores nas bilheterias nos dias dos jogos.

 

 

No final do documento, o grupo que elaborou o protocolo alagoano faz uma espécie de check list para facilitar o que será preciso fazer após as autoridades sanitárias autorizarem o retorno.

 

1) Aprovação para que se dê início à execução deste Plano de Ação, com abrandamento do isolamento e liberação das praças esportivas;

2) Criação de Comitê de Crise da FAF para realização de explanação, palestras e treinamento dos profissionais dos clubes;

3) Instituição de Departamento de Saúde da FAF para recepção de informações, acompanhamento e avaliação do quadro e sua dinâmica;

4) Convocação de Congresso Técnico;

5) Abertura de prazo para registro de contratos, sejam renovações e/ou novas inscrições de atletas;

6) Realização de intertemporada, período em que serão retomados os treinamentos pelo prazo sugerido de 15 (quinze) dias;

7) Reinício do ALAGOANO SMILE 2020, com realização das partidas pendentes da 6ª rodada e finalização da Primeira Fase com os jogos da 7ª rodada ocorrendo de forma simultânea;

8) Realização dos jogos da Fase Semifinal, observando os critérios de datas e intervalo possível entre os jogos;

9) Realização da disputa de Terceiro Lugar, observando os critérios de datas e intervalo possível entre os jogos;

10) Realização dos jogos da Fase Final, observando os critérios de datas e intervalo possível entre os jogos;

11) Realização da Seletiva para a Copa do Brasil ocorrerá em momento posterior, de forma alinhada com os clubes envolvidos. 

 

A parte final do documentação traz diretrizes para estádios, vigilância sanitária, imprensa, polícia militar, bombeiros/SMTT, arbitragem e até bares/vendedores ambulantes.

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