EFEITOS DA CRISE

  • terça, 09 junho 2020 00:00
Gérson Amaral, palco do Coruripe, talvez não seja utilizado na Série D Gérson Amaral, palco do Coruripe, talvez não seja utilizado na Série D ASCOM Divulgação

Sem patrocínio, Coruripe pode ficar fora da Série D do Brasileirão

          

 

Por Isaac Simões

 

O Coruripe corre um grande risco de desistir da disputa do Campeonato Brasileiro da Série D em 2020. A crise causada pela pandemia da Covid-19 fez o clube praiano perder os patrocinadores e, sem arrecadação, ou perspectiva de uma ajuda financeira, o Hulk deverá seguir o exemplo de Patrocinense-MG e São Caetano, ficando fora da 4ª Divisão Nacional.

Além do dinheiro oriundo das bilheterias de seus jogos, a principal renda do Alviverde vinha da Prefeitura Municipal de Coruripe, patrocinadora master do clube. Porém, com todo o investimento da cidade voltado para as medidas de combate ao coronavírus, a prefeitura cortou o patrocínio, deixando a situação do Hulk mais dramática.

Com as atividades paralisadas desde março, a diretoria do Coruripe entrou em consenso com os jogadores e resolveu dispensar o elenco enquanto se decidia uma solução para a crise do futebol brasileiro. Apesar do acordo entre elenco e clube prevê um possível retorno dos atletas, o vice-presidente de futebol do Hulk, Franciney Joaquim, explica que a falta de poder financeiro impede qualquer tentativa de retorno.

“Do ponto de vista financeiro para voltar agora a treinar, o Coruripe não possui nenhuma condição. Nós não temos como contratar, não apenas jogadores, mas funcionários do clube e comissão técnica. Se for pra voltar sem nenhuma ajuda, é praticamente impossível o Coruripe jogar o Alagoano ou a Série D”, afirmou.

Diferente das Séries A e B, a 4ª Divisão do Brasil sofre com a falta de vendas de seus jogos para as TVs. Deste modo, os clubes participantes da Série D sofrem com a falta de cotas e acabam sobrevivendo das ajudas das federações e da Confederação Brasileira de Futebol.

Aliás, recentemente a CBF enviou R$120 mil aos clubes participantes da Série D como forma de ajudá-los a seguir suas rotinas. Porém, de acordo com Franciney Joaquim, o valor serviu apenas para cumprir pagamentos relacionados aos meses de disputa do Campeonato Alagoano e tachou como “precoce” a tentativa de retomar o futebol em Alagoas em junho.

“Um teste hoje está custando em média R$300. O Coruripe em atividade trabalha com 53 profissionais. Portanto, sem dinheiro não tem como funcionar. Como vamos testar todos? Acho que devemos pensar primeiro na saúde e integridade física dos atletas, comissão, auxiliares, de todos os profissionais do clube. É complicado você iniciar essa retomada precoce (do futebol) sem saber a situação de cada clube. Não podemos voltar um esporte em detrimento de CSA e CRB, como se todos fossem iguais”, afirmou.

Nesta semana, existe a expectativa que o governo estadual se manifeste sobre o retorno ou não das atividades esportivas, já que o atual decreto que proíbe as práticas ligadas ao futebol se encerra nesta quarta-feira (10).

O Coruripe está no Grupo A4 da Série D, ao lado de Jaciobá (outro alagoano), Vitória da Conquista-BA, ABC-RN, Potiguar-RN, Central-PE, Frei Paulistano-SE e Itabaiana-SE.

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