NA HORA CERTA

  • sábado, 01 agosto 2020 00:00
Eduardo Baptista reconheceu superioridade do CRB e disse que vitória veio na hora certa Eduardo Baptista reconheceu superioridade do CRB e disse que vitória veio na hora certa Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

Eduardo Baptista admite jogo aquém do CSA, mas ressalta: “Em clássico é preciso vencer”

 

Por Isaac Simões

A vitória do CSA sobre o CRB por 1 a 0, nesta sexta-feira (31), trouxe tranquilidade para o ambiente azulino. Criticado pelo torcedor, após a derrota para o ASA na rodada anterior, principalmente por ter colocado em campo uma equipe mista em Arapiraca, o técnico Eduardo Baptista comemorou o triunfo sobre o Galo, no Rei Pelé e disse que ele veio na hora certa. Baptista reconheceu que em dado momento da partida, apesar do placar a seu favor, o CRB era quem estava melhor dentro de campo, o que segundo ele, levou a decidir por uma estratégia defensiva, optando por modificações na equipe que garantissem o resultado almejado.

"As mudanças que fiz foram ideias de fortalecer o meio-campo. O treinador adversário (Marcelo Cabo) colocou um zagueiro de atacante, e o CRB se lançou à frente. Com a chuva, o campo começou a ficar muito ruim para jogar. E a gente precisava se fechar e levar até o final. Independente se você joga mal, no clássico é preciso vencer e conseguimos”, explicou.

De acordo com o comandante marujo o Galo só passou a incomodar o Azulão na etapa final, quando o CSA passou a ter pouca posse de bola. Algo que na visão de Eduardo, foi o inverso na etapa inicial.

“A partida foi de dois tempos distintos. O primeiro com uma supremacia do CSA. Nós conseguimos jogar, rodar a bola, sair jogando de trás e as coisas aconteceram. Acho que faltou um pouquinho no último terço atacar mais a área do CRB. A gente jogou muito por dentro, aonde o CRB postava seus volantes, impedindo, roubando, e tomamos alguns contra-ataques. O CRB jogou com bola longa em cima do João Carlos e ficou em cima disso. Já no segundo, a gente não conseguiu jogar, erramos demais, não rodamos a bola e, sem a bola, ficamos muito acuados. Mas, é um clássico, um jogo difícil, precisávamos da vitória, e, as vezes, precisamos entender o momento que seu adversário é superior, você se fecha e busca uma saída”, contou.

Com a reta final do Alagoano acontecendo em apenas oito dias, Baptista sabe que precisará do máximo de atletas à disposição se quiser conquistar fazer do CSA tricampeão estadual nesta temporada. Por isso, mesmo não admitindo que “poupou” jogadores contra o ASA, o técnico afirmou que ter os titulares descansados, contribuiu para a vitória diante do maior rival.

“Acho que foi importante. A palavra não foi poupar jogador. Na verdade, a gente vai entrar em um momento difícil de jogos próximos, com semifinal daqui a dois dias e uma final daqui a quatro. Então era importante no pós-pandemia dar oportunidade a alguns atletas. Essa é a palavra, ao invés de poupar. Não tinha ninguém cansado que pudesse entrar contra o ASA. Nós queríamos dar oportunidade e ritmo para eles, porque vamos precisar de todos. E lógico, hoje nós entramos mais inteiros, e no momento que o jogo estava difícil, nós estávamos bem postados e bem dentro de campo com condições de suportar até o final”, falou.

Seguindo a maratona do Estadual, o CSA terá apenas dois dias para descansar. Na próxima segunda-feira (3) encara o Murici, no Rei Pelé, às 16h, pela semifinal da competição. Para o treinador marujo, chegar à grande decisão não será fácil.

“Uma equipe que chegou com méritos. Até antes da parada era o líder. Nós fomos derrotados lá em Murici. Então, temos que ter muito respeito, estudar direitinho, ver como o time se porta pós pandemia para fazer o nosso jogo. Estaremos em um campo melhor, no Rei Pelé, mas em uma situação diferente. Acho que perdemos quando podia. A derrota para o ASA trouxe lições e precisamos levá-las adiante para enfrentar o Murici. Se quisermos passar para a final, precisaremos estar muito concentrados para conseguir êxito no confronto”.

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