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  • sexta, 14 julho 2017 00:00
Alexandre Cajuru aproveitou a oportunidade e mostrou um grande trabalho Alexandre Cajuru aproveitou a oportunidade e mostrou um grande trabalho Alisson Frazão

Reservas promovidos a paredões: saídos do banco, Kölln e Cajuru mostram eficiência

 

CSA e CRB viveram situações bem semelhantes nos últimos dias. Sem a presença dos goleiros titulares, seja por uma opção técnica ou por contusão, dois goleiros surgiram com a camisa 1 dos clubes. No CRB, Juliano, titular absoluto dos momentos finais da temporada passada e neste primeiro semestre deu lugar a Edson Kölln e no CSA, o festejado goleiro Mota machucou e deu o lugar a Alexandre Cajuru.

O goleiro Edson Kölln chegou ao CRB no início da Série B, quando o técnico do time era Léo Condé e tinha o Juliano como titular absoluto no gol regatiano. Porém, após uma sequência de cinco derrotas e a chegada de Dado Cavalcanti, o catarinense assumiu a titularidade do Galo.

Não há cenário melhor um goleiro estrar com vitória do seu time , não tomando gol e ainda pegando um pênalti. Foi assim que Alexandre Cajuru,24, deu os primeiros saltos com a camisa do CSA. Ele conta como chegou a este momento após ter ficado 6 meses afastado no Atlético(PR).

A seguir, o torcedor vai conhecer um pouco mais destes dois personagens que vem trazendo a segurança para o torcedor.

 

Edson Kölln mostra determinação e assegurou a condição do novo camisa 1 - Foto: Ailton Cruz

 

EDSON KÖLLN – “ Invicto e sonhador”

Por Maurício Manoel

O goleiro Edson Kölln chegou no CRB no início da Série B, quando o time ainda estava sob o comando de Léo Condé e tinha o Juliano como titular absoluto no gol regatiano. Porém, após uma sequência de cinco derrotas do Galo e a chegada de Dado Cavalcanti, o catarinense de 1,95 metro de altura assumiu a titularidade. Sua estreia foi com vitória por 3 a 1, contra o ABC, na 9º rodada do nacional.

 

Desde então, o Regatas está há cinco rodadas sem perder, foram quatro vitórias e um empate. “Momento bom, positivo. Trabalhamos para buscar este espaço e estamos aproveitando da melhor maneira possível para poder ajudar o CRB a subir na tabela”, disse o gigante Alvirrubro que foi vazado apenas quatro vezes na competição.

 

Kolln chegou e não demorou muito para assumir a titularidade e, segundo ele, a disputa com Juliano é sadia. “É uma briga sadia que temos no dia a dia. Somos amigos, mas dentro do campo temos que buscar nosso espaço”. Ele ainda professa admiração pelo amigo. “Vejo o Juliano como um cara muito trabalhador, é um amigo que fiz dentro do futebol e tenho certeza que não abaixou a cabeça porque está na reserva. Mas a oportunidade apareceu pra mim. Vou agarrar firme e dar sequência”, emendou.

 

O CRB está na 6ª posição da tabela e o time tem seus objetivos traçados. “A gente almeja chegar aos 45 pontos para não ter mais chances de queda. Mas isso só depende do nosso trabalho, no dia a dia, e manter focado o tempo inteiro. Nosso primeiro objetivo é manter na Série B e depois buscar o acesso”, falou Kölln.

 

Fã do goleiro Taffarel, campeão da Copa do Mundo de 1994, o arqueiro alvirrubro tem apenas 26 anos e, como todo jogador, trabalha para realizar seus sonhos. “Momentaneamente, eu quero ajudar o CRB, que é um time grande no cenário nacional. Futuramente chegar num gigante do futebol mundial e, quem sabe, na Seleção Brasileira. Trabalho focado no dia a dia. Colocando tijolinho por tijolinho e nisso vou conquistando meus objetivos”, finalizou.

 

 

Alexandre Cajuru: chegou no CSA em momento difícil e recebeu apoio - Foto: Alisson Frazão

 

ALEXANDRE CAJURU – Retribuo aquilo que o CSA fez por mim

Por Alberto Oliveira

1m94cm de pura tranquilidade. Assim é o comportamento do goleiro Alexandre Cajuru, 24 anos,  após mais uma sessão de treinamentos no CT Gustavo Paiva, no Mutange. O momento vivido pelo jgoleiro é especial e considerado por ele mesmo como uma “retribuição” ao que o clube ofereceu a ele. 

“O momento que eu cheguei no CSA em janeiro, vinha de um momento difícil na minha carreira, passei um bom tempo sem atuar, sem jogar. O CSA abriu as portas para mim e a única maneira que tinha de retribuir o que o CSA fez por mim, era dar o meu máximo nos treinamentos e esperar uma oportunidade para mostrar meu trabalho”, disse o jogador.

Cajuru esperou por longos seis meses para ter uma oportunidade, pois no começo do ano, ele era apenas o terceiro goleiro. Ao longo deste tempo, Cajuru treinou muito, se dedicou, mas buscou a motivação para seguir forte no conforto da família.  “Eu particularmente procuro me apegar bastante a minha família, mas o que fiz nada mais foi que ser profissional. Você trabalha em um clube que oferece todas as condições de trabalho, que paga em dia e isso no futebol brasileiro hoje é raro. Isso é a minha maior motivação e em que eu me apeguei para trabalhar forte, mesmo sem estar jogando.

Cajuru tem no DNA a raiz da paixão pelo futebol. Seu pai, Celso Cajuru, foi goleiro do Paraná, onde mais se destacou na sua carreira.  

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