PRONTO PARA O SUCESSO

  • sábado, 30 setembro 2017 00:00
Rafael Tenório, presidente do CSA, revela planejamento e projeta futuro azulino nos próximos dois anos Rafael Tenório, presidente do CSA, revela planejamento e projeta futuro azulino nos próximos dois anos Ailton Cruz - Gazeta de Alagoas

Rafael Tenório fala sobre a transformação do clube,  ‘case de sucesso’ e  ruptura com Marcos Barbosa

  

 

A entrevista marcada com o presidente do CSA, Rafael Tenório, sucedeu a classificação do time azulino após a maior conquista dos últimos dez anos que o time azulino obteve.

A semana do jogo do acesso foi dura, tensa e até mesmo no seu grupo empresarial, Rafael se ausentou ao longo da semana.

Antes do horário marcado, Rafael já estava no escritório. Despachou compromissos da empresa e passou a dar atenção a entrevista.

- Desligo o ar, por conta do barulho? Perguntou. A resposta foi que não era necessário e por uma hora, de maneira ininterrupta, Rafael Tenório discorreu sobre diversos temas relativos ao CSA. Transitou por suas primeiras experiências e –desculpe o trocadilho – ‘tombos’ no futebol, falou sobre confiança, aprendizado, curiosidades e projetou o futuro do clube. Todo este período com o semblante concentrado, focado mas acima de tudo relaxado. O único momento em que este semblante destoa foi ao se referir a ruptura de uma amizade pessoal de 40 anos com o presidente do CRB, Marcos Barbosa, por uma brincadeira desrespeitosa do hoje, presidente do rival.

 

Rafael Tenório, 63 anos, já havia tentado outras investidas no futebol, mas sem sucesso. Rafael chegou a ser presidente do clube por quatro meses em 2008 . Foi um fracasso. O time patinou na Série C. Não conseguiu uma vitória e foi eliminado com uma campanha pífia. Depois retornou ao clube, primeiro como presidente do conselho deliberativo, depois como vice-presidente financeiro, ambas passagens sem sucesso, mas de grande aprendizado.

“Não estava preparado para ser presidente do CSA. Quando me apresentaram a ideia – ser presidente – me apresentaram uma dívida de R$ 150 mil. Perguntei, toda a dívida era aquela e me disseram que sim. Mas o valor era referente apenas a salários atrasados. Setenta dias depois, paguei toda a dívida da minha gestão e dos salários atrasados da gestão anterior, deixei um dinheiro no caixa e fui embora. Não estava pronto, não me sentia preparado para ser presidente do CSA”, admite Rafael.

Em junho de 2015, Rafael Tenório assumiu a presidência do clube. O momento da sua chegada era chamado de ‘resgate do azulão’. A meta zero era conseguir calendário.

“Foi necessário que se fizesse investimento dentro do clube para que ele pudesse ir saldando seu passivo trabalhista, judiciário, dívidas com fornecedores e fomos levando a instituição para um rota empresarial. Em mais dois anos, o CSA estará com seu passivo trabalhista liquidado e quem sabe também o previdenciário e tributário”, explica o presidente do clube.

O CSA chegou a Série B mas Rafael Tenório faz alertas que o time azulino não irá fazer loucuras. O fato de chegar na Série B não significa que o time contratará jogadores de R$ 80, 100 mil, não há condições de brigar com o mercado paulista, por exemplo, nem tão pouco se tornar uma potência no Nordeste. O presidente azulino projeta algo mais realista.“Sou muito realista. Nem sempre a equipe que tem a folha mais cara lhe assegura que ela vai ter sucesso ao final da competição. Eu prefiro trabalhar com uma equipe de operários, equiparo o salário dos jogadores para que não haja desconforto na equipe. Tenho um exemplo que o jogador mais caro da equipe foi o que menos me rendeu”, fala o presidente do CSA.

Para 2018, o planejamento começará logo após o encerramento da Série C. “Que com fé em Deus, espero que estejamos na final e sejamos campeões”, emendou o presidente, mas ele revela que o CSA vai lutar para manter muita coisa. Nós vamos manter o máximo que pudermos da base que nós temos. Vamos com a mesma comissão técnica, existe uma possibilidade de 99% de irmos com a mesa comissão técnica. Não faço trabalho de curto prazo, não planejo curto prazo. Em algumas necessidade que tivermos nós vamos buscar para qualificar melhor, para ter mais competitividade” , falou Rafael Tenório.

O dirigente assumiu um compromisso com a torcida do CSA para conquistar um título. “Um dos compromissos que tenho com a minha torcida é de ser campeão alagoano. Até agora busquei calendário, agora preciso dar esta alegria até porque vamos brigar com nosso adversário em igualdade de condições”, disse o presidente azulino.

Um dos momentos mais duros da entrevista foi quando Rafael se referiu a sua ruptura com Marcos Barbosa, amigo de 40 anos e presidente do CRB. Rafael justificou a ruptura depois de ver uma brincadeira feita por Marcos Barbosa quando da conquista do título estadual deste anos. “Foi ver o CRB ser campeão e o Sr. Presidente do CRB pegar a taça de campeão, colocar caranguejos dentro da taça, que representa o símbolo do CSA, colocar bebida alcóolica e de um gesto de uma infelicidade incrível, filmar e espalhar nas redes sociais. Aquilo pra mim foi o maior desgosto, mexeu não só com a minha paixão, mexeu com os meus sentimentos de presidente de uma instituição centenária. Jamais faria isso e eu espero que o Sr. Presidente, um dia veja o fato infantil que ele cometeu e venha a público pedir desculpa, não para mim, mas para a instituição Centro Sportivo Alagoano. Não converso mais com ele. Se eu o encontrar cumprimento por educação, por formação, mas encerrou uma relação completamente de 40 anos. Em momento algum, acho que se deve desrespeita as pessoas ou as instituições”, finalizou o presidente do CSA, sem citar o nome do presidente do CRB.

Não é toa que o CSA pensa para frente. Rafael expõe dificuldades e mazelas de anos de administrações e principalmente da maneira de pensar e revela algo que lhe incomoda. “ A administração do CSA sempre foi amadora, montava-se equipes para disputar a competição e se esquecia a instituição. Se formos olhar o patrimônio que temos hoje é o único patrimônio da sua fundação a 104 anos atrás. Isso é inadmissível. Eu tenho um sonho a realizar, se construir uma Arena para o CSA que pudesse caber 40, 50 mil pessoas. Imagine o CSA ou o CRB indo para a Série A, receberíamos 40 ou 50 mil pessoas, ” diz o mandatário azulino.

 

Nos últimos anos, o presidente do CSA tem repetidamente falado sobre o CSA tornar-se um ‘case’ de sucesso. Ele explica de maneira clara o que significa ser um exemplo de sucesso nos próximos anos para todo o Brasil. “Case do sucesso é você pegar o CSA como se encontrava e como ele se encontrará daqui a mais dois anos, uma instituição sólida, sem passivo nenhum, todas as suas obrigações rigorosamente em dia, empresa saudável, um ambiente inovador, criativo, investindo em em patrimônio do clube, na base, na estrutura física, não bata só ganhar título, poderia canalizar todas as minhas energias no futebol profissional, montar um super time e subir para Série A e fazer como os outros fazem? A Série A pode ser um objetivo? Pode, mas o principal é tornar este instituição empresarial e até tornar o capital aberto, leva-la para bolsa. Isso é um case de sucesso”, finalizou o presidente azulino.

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