E mais uma vez estamos celebrando o ano novo. A passagem de ano do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro é uma das festas mais tradicionais no mundo. O ‘réveillon’, palavra francesa que trás como significado o ‘despertar’ ou ainda o ‘acordar’ é carregado de simbolismo. Os mais otimistas e os mais céticos acreditam em uma nova etapa da vida que por energia, obra do destino ou apenas um desejo de cada cidadão possa iniciar um novo ciclo.
Os romanos criaram o mês de janeiro e o seu nome era consagrado ao deus romano, Juno que representa mudanças e transições. Assim Juno carrega a representatividade, a dualística que olha o passado, com pendências encravadas no momento muito recente, mas evidenciando uma visão quase antagônica, simultânea para um futuro – tênue, na sua essência – de algo diferente, inexplorado e com a carga energética, com uma força positiva para a ‘nova fase’.
Apesar de falarmos de conceitos, ideias, história e mitologia, o que está posto até agora é um fiel retrato do momento vivido pelo CSA. Portanto, o Azulão está apegado a toda simbologia de Juno e conta que sua dualidade quebre a visão ainda voltada para o passado e mire apenas um futuro que traga algo diferente.
Na parte prática, o CSA precisará fazer algo diferente para obter um resultado diferente do que tem vivido. Qualquer apego ao passado, nem o deus da mudança poderá ajudar. Repetir erros, relações viciadas de um Conselho Deliberativo que tem jogado contra o clube, contra o lema de ‘União e Força’ e flertando apenas com o poder continuará sendo contra producente para o clube.
O CSA terá que impor a Jano o não olhar para o passado, deixando a dualidade e olhar unicamente para o futuro. É necessário romper com azulinos – infelizmente – que tem trabalhado e ‘jogado contra o clube’. É preciso de ações concretas de mudanças. Oportunizando um momento político do país usar a separação daqueles que perpetraram um golpe com ideia de legalidade, ou seja, é necessário que se rompa com os golpistas e que o entendimento, a junção com aqueles que jogaram contra será a repetição daquilo que já foi feito e já se sabe como foi o resultado.
Neste momento compor e até ter aqueles que jogaram contra o clube assemelha com o indecente pedido de anistia para aqueles que tentaram um golpe no país. A resposta para os que atuaram contra o país e contra o clube só tem uma resposta: sem anistia.
É imperioso que o novo ano deixe para trás problemas não resolvidos, questões encobertas e mal resolvidas ou até não resolvidas, mas que isso não resulte em pacificação do clube. O clube não precisa de pacificação, precisa de limpeza. E limpar é literalmente, limpar. Criar novas práticas, construir novos caminhos, alternativas diferentes do que já foi feito para obter resultados diferente. Não é preciso dizer que repetir as mesmas práticas do ano passado não trará resultados diferente no futuro.
Juno pode até querer dar um empurrãozinho, mas se o CSA não fizer diferente, não se ajudar, nem o deus da mudança tem o poder de ajudar.