Itamar Schülle está ‘fora’ mas presidente diz que conversará neste sábado; confira a cronologia da demissão
Clube ainda não oficializou mas presidente já confirmou saída para imprensa e técnico ‘soube’ após o treino da tarde
Itamar Schülle não é mais o treinador do CSA. A comunicação não foi oficializada , mas o presidente Robson Rodas confirmou a alguns membros da imprensa, o assunto ganhou as redes sociais e o próprio treinador soube que não é mais o técnico após o treinador da tarde desta sexta.
A situação do ex-treinador do CSA já era difícil desde a última terça, quando o time azulino foi eliminado pelo Joinville na Copa do Brasil. Na quarta após a chegada da delegação a Maceió, uma pessoa ligada com ligações com o clube já havia recebido autorização de procurar ou traçar um perfil do novo treinador.
No entanto, o CSA não havia batido o martelo. Na quinta, o presidente azulino Robson Rodas se reuniu em por duas horas com o executivo de futebol, Carlos Bonatelli, depois também se reuniu com Itamar Schülle por mais duas horas e fechando o ciclo de reuniões ainda teve mais um contato com os dois ao mesmo tempo.
Falando com pessoas mais próximas e com diversos membros da imprensa, Rodas deixou transparecer que a decisão da demissão era irremediável, mas oficialmente insistiu que tom anunciaria a demissão em um pacote quando boa parte da imprensa já dava como demitido o treinador que comandou o clube desde o começo da pré-temporada.
Apesar de todo este cenário, Rodas não oficializou pelo clube a demissão. Depois das 17h, o presidente azulino confirmou a alguns membros da imprensa que Itamar não seguiria. Ao final do treino desta tarde, o treinador soube que não comandaria mais o clube.
MAIS MUDANÇAS
Também haverá uma significativa mudança no elenco da equipe azulina. Estima-se que pelo menos dez jogadores devem deixar o clube. Um já foi confirmado que foi o atacante Robinho. O mesmo presidente Robson Rodas informou a membros da imprensa que já havia ‘assinado’ a liberação. Robinho deve ir para o Amazonas. Outros dois jogadores estão próximos de oficializar saída.
MAIS NOMES
Ciel tem uma proposta e com um salário alto para o momento azulino, o CSA não deverá fazer força para segura-lo. Já o meiocampista Kayllan também poderá deixar o clube por uma proposta da Série C. Segundo informações vindas do clube, o CSA deverá desligar até dez jogadores do atual elenco. Partindo do principio que o CSA contratou 26 atletas, que havia liberado quatro jogadores (Matheus Mega (zagueiro), foi para o Rio Branco (ES), Lukinhas (atacante), Wanderson Papaterra (meio campista) foi para o Atlético de Alagoinhas (BA), Luquinhas (atacante) e Venicius Cascais (atacante ) foi para o Sergipe.
A margem de erro foi alta. Com 26 contratados e com 14 sendo desligados, a margem de erro de chegou próximo dos 60%. O índice exato chegou aos 53,8% de dispensados.
OUTRO LADO DA MOEDA
Itamar Schülle comdandou o CSA em dez jogos. Foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas. O aproveitamento do treinador sob o comando do CSA foi de 56,6%. Em dez dias, o CSA foi derrotado por três vezes causando eliminações na fase semifinal do Campeonato Alagoano e da 2ª fase da Copa do Brasil.
No entanto apesar de eliminações e dos números não tão bons, Itamar Schülle enfrentou muitos problemas na sua passagem pelo CSA. Os problemas administrativos, como atraso nos salários, em alguns momentos atrasos na compra de proteína atrasando almoço e programação do clube e na última sexta e no sábado com incidentes gravas com membros da torcida organizada indo ao CT para enquadrar jogadores, atrasando treinamento e preparação de concentração do clube antes do jogo do CRB e principalmente momentos antes do jogo contra o CRB na segunda partida da semifinal, quando novamente membros da torcida organizada do CSA entraram no vestiário do clube quando os jogadores estavam iniciando o momento sagrado da oração, o ‘balde de paciência’ do treinador azulino chegou ao limite. Ao conversar com membros do clube, a reportagem do site esportealagoano atestou que a revolta do executivo, Carlos Bonatelli estava chateado e com o sentimento que aquele situação era ‘uma varzéa’ e que o treinador teria até falado sobre deixar o clube após o incidente.
Também circula dentro do clube que uma parte do elenco não ‘batia o santo’ com o treinador. Atletas reclamavam dos treinamentos, não gostavam a condução do treinador e questionavam até os treinamentos e as escolhas do treinador.
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